Tô numa de desapegar,
Tô nessa de me independer,
Porque até o cordão que me sustentou por nove meses,
Foi apartado logo que eu nasci.
Se nos desenvolvemos no limite do ventre por tão pouco tempo
Não vejo sentido do limitar-se ao mundo minúsculo criado por nós durante a vida inteira,
Pois neste "mundinho" reina o egoísmo e a possessividade!
Que eterno seja o desenvolver, como eterno é o Universo.
Tô na pegada, tô na estrada, tô na vibe!
Tô consciente, tô contente, tô na boa.
Mas não tô à tôa, marcando toca, jogada à night,
Eu tô simplesmente sendo eu mesma, de dentro pra fora.
Porque percebi que todas as vezes em que me contive,
Morando na lâmpada do gênio e saindo apenas para cumprir desejos,
Passei de Aladin à tapete voador
E, sinceramente, não aguento pairar por tanto tempo.
Mas nada de exageros, meu equilíbrio não me permite,
Só busco aquela dracma de ouro
Que se não me permitir comprar o mundo,
Ao menos me permitirá ver meu rosto pra eu não me esquecer de mim.