Quando não tinha, eu quis;
Quando não vinha, esperei;
Tremi sem frio
E mesmo sem coragem, tentei.
Busco teu olhar agateado noutras faces,
Algumas me confundem, em outras me perco;
Mas percebo que nenhuma íris brilha pra mim,
Tanto quanto a tua que me prende.
E é mesmo sem fome que observamos os pratos,
Porque famintos somos grosseiros e simplistas demais,
Ao ponto de perdermos os detalhes
Desenhados delicadamente sobre a porção branca de arroz.
Fui do abstrato ao palpável,
Talvez por me perder em meus próprios pensamentos as vezes,
Mas de cada frase se tira um verbo
Que será conjugado no decorrer do dia.