Hoje enquanto eu andava na praça de alimentação, a escolher o que me daria vontade de comer,
Aproveitei para observar algumas pessoas…
E, de verdade, eu ainda não sei porque me surpreendo tanto com as pessoas.
Me irrita o fato de percebê-las tão preocupadas com suas aparências…
Não me refiro aos cuidados pessoais, à maquilagem, a dieta ou às idas ao salão de beleza,
Digo dos excessos e dos caprichos tão sacrificadamente logrados.
Na minha humilde opinião, churrasco grego e bolsa Louis Vuitton não combinam muito bem;
E é muito melhor ter um Orient original, que um Rolex paraguaio em descompasso com os outros acessórios…
Viver de aparências, não é mesmo minha praia!
Antes de investir no apresentável, melhor investir no imprescindível.
E, numa pessoa, acredito que não pode faltar conteúdo.
Este, de dentro pra fora, tem base na inteligência, na saúde, na pureza da alma;
Na humildade, independente das posses;
No ser, sem precisar colar um cartaz dourado nas costas;
No ter, sem precisar fazer sentir-se menor quem não tenha…
Porque as conquistas são frutos doces do esforço,
E saber dividir com o próximo torna o banquete muito mais apetitoso.
No caminho de volta, coloquei uma música tranquila, fechei os vidros…
E vim agradecendo à Deus por ter me dado a decência de lutar sempre, conquistar sempre, sem precisar parecer mais do que sou…
Porque o ouro pode até comprar muita coisa,
Mas ele deve ser coadjuvante de nossas necessidades, Não parte de nós.